Está a nascer a primeira Fazenda da Esperança em PORTUGAL - PARTICIPE NO PROJECTO
Quinta-feira, 31 de Dezembro de 2009
Quinta-feira, 24 de Dezembro de 2009
Quarta-feira, 23 de Dezembro de 2009
Testemunho real: como o André entrou e saiu do mundo da droga.
Alemanha, 19 de dezembro de 2009.
Completei 1 ano e sentia fortemente o desejo de continuar essa experiência de viver no meio dos jovens e assim doando a minha vida para Deus. Mas sentia também que a minha droga não era somente a maconha, cocaína e o crak, mas sim aceitar a minha família como ela era. Com isso sentia que ainda me faltava o relacionamento com minha família, comecei a ir em casa passar 10 dias, outras vezes 20 e assim por diante e nessas idas sempre encontrava as coisas do mesmo jeito, meu pai ainda bebendo e me doía muito, porém agora tinha claro que deveria ama-lo desse jeito, não cobrando nada e sim comecei a ama-lo. Em uma dessas idas minha em casa, estava chovendo muito e a casa dele estava cheia de goteiras, não conseguia subir no estado que estava, então subi em cima da casa e concertei todas as goteiras, outro dia me pediu para comprar uma bebida, na hora pensei comigo: “Sofro vendo papai beber e agora vou comprar bebida pra ele?” Mas senti que nesta hora seria uma chance que teria de ama-lo, porque se eu não fosse ele iria e poderia acontecer alguma coisa pior, já estava embriagado, fui e comprei.
E uma experiência que me marcou profundamente foi que eu tinha passado uma carta por fax no dia de seu aniversário que era no dia 28 de janeiro, o meu é dia 23 de janeiro, ele tinha feito uma carta pra mim, porém não tinha colocada no correio. Em uma dessas idas em casa em agosto de 2002, o encontrei mais uma vez embriagado, mesmo estando assim me chamava para sentar na cama e pedia-me para ler a carta que tinha feito no dia do meu aniversário, mas não tinha enviado; na carta falava de quanto estava feliz da vida que eu estava levando, o quanto me amava e que eu era um filho muito querido por ele e em seguida me dava dois beijos no rosto, na hora não contive as lagrimas, porque esse fato era algo que eu não me lembrava de meu pai já ter feito comigo.
Quando posso, vou uma vez ao ano visitar a minha família que hoje muito valorizo. E para maior alegria papai já está com 6 anos sem beber, com isso vejo a manifestação de Deus.
Agora estou a 2 anos na Fazenda da Alemanha, onde no inicio fiz uma experiencia de viver o Amor concretamente em atos, porque até entao não tinha possibilidade de falar por causa que não dominava o idioma.
Chamo-me André Carvalho Marques, nasci em 23 de janeiro de 1982, natural de Feira de Santana-BA, meu pai Antônio Gerson Sena Marques e mãe Rita de Cássia Carvalho Marques.
Quando nasci fiquei alguns dias sem nome, eu sou o primeiro neto por parte de pai e meu avô muito feliz com o primeiro neto, sugeriu a minha mãe colocar o meu nome de Idelfonso, que olhando no Almanaque esse seria o nome de sorte para mim, porém minha mãe não gostou muito da idéia e disse-o que era muito feio esse nome e iria ver outro. Nisso eu fiquei uns 15 dias sem nome e certo dia mamãe acompanhando uma Missa transmitida pelo rádio escutou o Evangelho de Marcos ( 1 ; 16-18), onde Jesus chamava aos discípulos a segui-lo, e no meio desses estava o André irmão de Simão que eram pescadores e Jesus os chamavam a serem pescadores de homens , por isso pensou em colocar-me esse nome , mas minha vó não gostou muito porque conhecia algumas pessoas com o nome de André que não faziam coisas muito boa , mas assim fui registrado com o nome de André.Após 6 meses meu avó faleceu e mamãe ficou com um pouco de remocio por não ter colocado o nome que ele queria, mas com esse nome fiquei.
Tenho duas irmãs, uma com 23 e outra com 22 anos. Desde a minha infância fui muito querido pela minha família, mas quando tinha meus 6 a 7 anos, não me recordo bem a idade, houve a separação dos meus pais, onde minha mãe saiu de casa com minhas duas irmãs e foram morar em outro lugar e eu fiquei morando com vovó (mãe de papai) e papai continuo morando em frente a casa de vovó. Isso foi uma dor muito grande para mim, sofria muito com isso, ao me deitar, todas as noites em meu quarto sozinho chorava muito quando lembrava da separação dos meus pais, como morava só vóvó e eu me sentia muito só, mesmo com tudo isso sempre vinha mamãe e minhas irmãs e papai o contato era todos os dias, mas era muito diferente de viver juntos e um dos motivos da separação foi por causa da bebida de papai e com a separação ele se entregou totalmente a bebida e me doía muito o vendo bebendo, às vezes ia buscá-lo no bar porque não agüentava chegar a casa, e tudo isso não falava a ninguém, ficava preso dentro de mim e criava um vazio. Às vezes presenciava vóvó fazer vários trabalhos em Candomblé para ver se curava papai da bebida, mas só fazia piorar.
Eu não conseguia aceitar essa situação familiar, sempre fui bom aluno, nunca perdi um ano letivo, fiquei somente uma vez em recuperação em uma matéria. Aos 10 anos comecei a andar na rua com os colegas , quando estava com eles esquecia por alguns momentos todas essas dores que passava, achava que a vida era aquilo, brincar e se divertir ao ponto de com 13 anos experimentar o cigarro de haxixe, tudo para preencher o vazio que existia dentro de mim, para ver se esquecia, mas não adiantava, fui me envolvendo sempre mais, minha família quando veio abrir os olhos já estava super envolvido, cheguei a me viciar na cocaína e para sustentar o vicio tive que começar a pegar as coisas dos outros, dentro de casa, dinheiro de vóvó e o que eu achasse pela frente, minha vida virou um terror.
Com 15 anos , quando minha família soube do que estava fazendo, me forçou ir a um centro de recuperação próximo a minha cidade, mas só fiquei lá 7 dias e fugi , ao retornar, não fui morar mais com vóvó, fui morar com mamãe e minhas irmãs , mas não deixava de andar na casa de vóvó e papai que era próximo, já não parava mais em casa e fiz todos eles sofrerem muito. Cheguei a comercializar drogas e a fumar crak, foi o fundo do poço pra mim e minha família. Quando meu pai soube que eu estava usando drogas, começou a se entregar mais ainda no álcool, porque seria a maior dor do mundo para ele, saber que eu estava usando drogas.
Com meus 17 anos não tinha mais esperança nenhuma de vida, chegar aos meus 18 anos já não se passava de um sonho devido à vida que estava levando. Toda vez quando eu chegava em casa na madrugada dopado, mamãe me dizia: “MEU FILHO, EU NÃO VOU VER VOCÊ MORRER NESSA , NÃO FOI PARA ISSO QUE VOCÊ VEIO AO MUNDO, UM DIA AINDA VOCÊ VAI SER PESCADOR DE HOMENS”.Confesso, que não dava muita importância para isso. Foi quando mamãe um dia me fez um convite, lembro-me como hoje sentada no sofá de casa comigo, olhando nos meus olhos me perguntava: “ Meu filho você quer mudar de vida?” e continuava me falando da Fazenda da Esperança e de uma rapaz que se chamava Alexandre, ele tinha passado o mesmo problema que eu e estava na Fazenda da Esperança, mas esses dias ele estava visitando a sua família em Feira e se eu não gostaria de conversar com ele para ir pra Fazenda e aceitei conversar com ele e na conversa decidir ir para a Fazenda e falei para mamãe assim: ”Mamãe, nem que seja a ultima coisa que eu faça em minha vida, eu vou a Fazenda, porém se eu não gostar de lá no outro dia estarei de volta e pode me deixar de mão”. A principio fui escondido de papai, porque ele não iria aceitar uma internação minha em um centro de recuperação, na sua concepção se eu quisesse largaria em casa, e nessas aventuras toda eu chegava na Fazenda da Esperança São Miguel em Lagarto- SE no dia 29 de março de 1999.
No inicio não entendia nada, mas sentia algo diferente neste lugar, observava pessoas com problemas maiores que os meus e eram alegres e felizes, mas eu não sabia por quê.
Escutava muito a linguagem do Amor, mas com a vida que tive no mundo, fica imaginando como poderia Amar outro homem, aos poucos fui percebendo que o Amor era cada gesto que eu fazia ao próximo, com o pegar um papel do chão, forra a cama de um irmão e outros factos, mas a caminhada não foi tão fácil. Lembro-me que ao escrever a primeira carta para papai dizendo onde eu estava, dias depois recebi a resposta dele se lamentando por ter sido o último a saber.
Com 3 meses na Fazenda fui chamado a ser coordenador de uma casa, para mim foi um momento de muito crescimento e a alegria que eu procurava nas drogas encontrava em cada ato concreto de Amor que fazia ao meu próximo. Lembro-me de quantas as vezes que tinha alguém doente eu ia atrás de remédio para levar pra ele na cama, como isso me fazia um bem e assim fui construindo a minha caminhada na Fazenda.
Durante o meu período de recuperação, foram poucas visitas que recebi da minha família, era difícil, por que com a experiência que estava fazendo via à importância de se estabelecer esse relacionamento com a família e dentro da Fazenda seria uma grande chance, mas nunca desanimei e fui para frente.
Com minha mãe nessas idas em casa, sempre quando eu ia sair à noite, fazia a experiência de dizer para onde eu ia, com que e que horas chegava coisa que nunca eu tinha feito, quantas das vezes que conversávamos até tarde da noite e tudo isso me dava uma alegria plena.
Essas experiências me ajudaram a ficar livre para atender o chamado que sinto de Deus a viver no meio dos jovens.
Os anos se passaram, passei 5 anos na Fazenda em Sergipe onde tudo começou para mim, fiquei 3 anos que na Fazenda da Esperança São Domingos em Porto Nacional-TO e hoje sou um consagrado da Obra e me sinto realizado como homem.
Quando posso, vou uma vez ao ano visitar a minha família que hoje muito valorizo. E para maior alegria papai já está com 6 anos sem beber, com isso vejo a manifestação de Deus.
Agora estou a 2 anos na Fazenda da Alemanha, onde no inicio fiz uma experiencia de viver o Amor concretamente em atos, porque até entao não tinha possibilidade de falar por causa que não dominava o idioma.
Quando vejo que estou com 27 anos,
só tenho a agradecer a Deus,
e a minha forma concreta de agradecimento
é doando a minha vida a Ele nesta causa dos excluídos.
Tenho 10 anos de Fazenda e sempre mais me sinto feliz nesta vida que levo.
Hoje tenho algo que me alimenta e me ajudar a passar por todos os meus problemas que é O AMOR A DEUS E AO PRÓXIMO e assim tenho a alegria de dizer que nasci de novo.
André Carvalho Marques
Sexta-feira, 18 de Dezembro de 2009
Mensagem dos Fundadores para os/as jovens que terminaram a "scuola de comunhao"
Gostaríamos de estar presente com vocês para participar deste momento de conclusão da Escola de Comunhão, e ao mesmo tempo de envio para as missões a que vocês foram destinados.
Depois de dez meses de aprofundamento neste estilo de vida da Família da Esperança, o coração de vocês certamente está cheio de um enorme desejo de colocar em prática a grande descoberta, que todos fazemos na Fazenda. E se pudéssemos definir em três palavras esta descoberta assim a resumiríamos: Eu posso amar! Gostaríamos que estas três palavras acompanhassem vocês em todos os lugares, em qualquer situação alegre ou triste ou com qualquer pessoa que encontrarem.
Podemos afirmar que somos homens e mulheres livres e felizes, simplesmente porque podemos dizer: Eu posso amar!
Ainda que vocês num determinado momento desta nova experiência experimentem a solidão, repitam: Eu posso amar!
Se de repente não percebem o reconhecimento dos amigos, digam: Eu posso amar!
Se o fracasso e decepção bater a sua porta, não hesite em atestar: Eu posso amar!
Se aquilo que você planejou deu tudo errado, repita: Eu posso amar!
Sente o julgamento dos companheiros e companheiras e parece que Jesus no meio foi embora, insista: Eu posso amar!O cansaço e o desânimo chegaram, recomece de novo e... Eu posso amar!
Foi corrigido e está sofrendo por isso, não pare! Eu posso amar!
E depois de ter amado tanto tempo e começar a ver os frutos deste teu amor, não estacione! Continue a dizer: Eu posso amar!
Já que não vamos poder nos encontrar agora, temos a esperança de que no próximo ano em algumas de nossas visitas ou em qualquer encontro de nossa Família nós podemos juntos partilhar nossa alegria de Filhos de Deus que aprenderam do seu Amor dentro desta família maravilhosa a dizer: Eu posso amar!
Unidos,
Frei Hans Stapel / Nelson Giovanelli
Primeira «Fazenda da Esperança» de Portugal apresentada na Guarda
Casa destinada a recuperar toxicodependentes e alcoólicos vai nascer em Maçal do Chão
A Fazenda da Esperança, instituição que tem por objectivo recuperar toxicodependentes e alcoólicos, que nasceu no Brasil em 1983, vai abrir a sua primeira casa em Portugal numa quinta de Maçal do Chão, no concelho de Celorico da Beira.
O padre José Manuel Martins, pároco de Celorico da Beira e presidente da Associação Fazenda da Esperança em Portugal, contou ao Jornal “A Guarda” que a instituição, que irá construir uma residência masculina, destinada a acolher utentes adolescentes, jovens e adultos, utiliza um método de tratamento “diferente em relação aos outros”. Explicou que a metodologia curativa assenta em três pilares: trabalho (não apenas como ocupação mas como auto-sustento, o que promove a auto-estima das pessoas), vida comunitária (vivem 12 a 14 pessoas, no máximo, em cada casa) e espiritualidade (embora seja espiritualidade cristã, a instituição está aberta a todas as religiões, ou mesmo a quem não tem religião nenhuma).
“O objectivo não é apenas recuperar da droga ou do álcool, mas levar os utentes a recuperar a liberdade e a esperança. Curá-los por dentro”, referiu o sacerdote, recordando que a Fazenda da Esperança nasceu no Brasil em 1983, fundada por um leigo, Nelson Rosendo, na altura com 21 anos, e por um frade franciscano alemão que trabalha naquele país. O Papa Bento XVI, que em 2007 visitou o Brasil, visitou a Fazenda da Esperança e deu um grande impulso à obra, tendo-se referido a ela no seu discurso final.
Aquele responsável explicou que a primeira casa da instituição em Portugal vai ser construída no concelho de Celorico da Beira “porque na origem está uma irmã, Alice Saraiva, natural de Freches (Trancoso), que conheceu a Fazenda em 2007 no Brasil”. “Veio tão entusiasmada que procurou arranjar alguém que desse uma quinta, que foi doada à Associação Fazenda da Esperança, por uma pessoa natural de Maçal do Chão, que é médica em Lisboa”, indicou José Manuel Martins.
Segundo o presidente da instituição, o projecto já foi aprovado pelo Bispo da Diocese da Guarda “e o que se exige é o envolvimento dos párocos para darem assistência espiritual”. Adiantou que o projecto de construção da primeira casa “está a ser elaborado e é oferta da Câmara Municipal de Celorico da Beira”. Explicou que a primeira casa, que representa um investimento da ordem dos 250 mil euros, “dará para 16 pessoas, sendo que no início 4 serão sacerdotes” e deverá começar a ser construída “no início da Primavera”.
Para o arranque do projecto, a Associação Fazenda da Esperança conta com o apoio da Ajuda à Igreja que Sofre da Alemanha, que contribui com cerca de 20% do valor total da obra. “O restante valor será de donativos a recolher daqui para a frente”, adiantou o padre José Manuel Martins.
Referiu que “o projecto é para Portugal e haverá intercâmbio entre as casas” já existentes. “Para aqui podem vir pessoas de outros países e os de cá, também podem ir para fora”, referiu o presidente da Associação em Portugal.
7,5 hectares
O projecto da Fazenda da Esperança vai desenvolver-se numa quinta agrícola com cerca de 7,5 hectares de terreno, e de acordo com o padre Carlos Helena, pároco de Maçal do Chão e presidente do Conselho Fiscal da Associação da Fazenda da Esperança em Portugal. No início, será construída apenas uma casa, mas o responsável referiu que o projecto será aumentado gradualmente, à medida das necessidades. Disse que está previsto que casa tenha uma capela mas “se forem construídas várias casas, vamos construir uma capela comum”.
A primeira casa a ser construída terá a configuração “tipo braços abertos, para acolher as pessoas”, explicou o sacerdote no terreno onde vai nascer o projecto.
Contou que é intenção dos responsáveis envolver o actual caseiro da quinta nas actividades que os futuros utentes vão desenvolver. “Como vão trabalhar na quinta. Precisamos dele para ensinar os jovens” nas actividades agrícolas, referiu.
Salientou que “um dos objectivos do projecto é criar beleza e harmonia”, por isso, os futuros utentes irão trabalhar na quinta e proceder à limpeza e arranjo de toda a área. “Têm é que ser auto-sustentáveis e produzir aquilo que for possível”, indicou, salientando que poderão produzir queijo, requeijão ou mel, por exemplo. As futuras actividades irão depender “das oportunidades de mercado e das capacidades que os jovens tiverem, porque tanto podem trabalhar na agricultura como no artesanato”, explicou ao Jornal “A Guarda”.
Carlos Helena também contou que a futura Fazenda da Esperança “não vai estar cercada”, dado que “as pessoas podem sair quando quiserem”. Durante a sua presença na quinta “não podem ter televisão nem telefone, não podem ter dinheiro, tabaco ou bebidas alcoólicas e a família só os pode visitar uma vez por mês e, nos primeiros 3 meses, só podem contactar com a família por carta”.
O local onde a Fazenda da Esperança vai instalar-se será visitado este fim-de-semana pelo padre Christian, responsável pelas Fazendas na Europa (Alemanha e Rússia), que estará acompanhado por 2 jovens que se recuperaram nas Fazendas da Esperança.
Fonte Agência Ecclesia - Jornal a Guarda
Quinta-feira, 17 de Dezembro de 2009
Portugal luta para inaugurar a primeira Fazenda da Esperança
Os fundadores da Fazenda da Esperança já visitaram o terreno e gostaram; os portugueses já visitaram a comunidade terapêutica no Brasil e ficaram encantados; agora é a hora de trabalharem para a inauguração dessa obra em Portugal.
Eles não têm medido esforços para isso acontecer e nos escrevem como tem sido os trabalhos para estruturar a primeira comunidade naquele país. Boa leitura!
A Agência Ecclesia divulga o projecto "Fazenda da Esperança" em Portugal
Projecto internacional de recuperação de toxicodependentes chega a Portugal
«Fazenda da Esperança» conta com o apoio da Diocese da Guarda, da Câmara de Celorico da Beira e da Fundação AIS
O Projecto internacional «Fazendas da Esperança», de recuperação de pessoas dependentes de drogas e álcool, vai chegar a Portugal. A iniciativa é apresentada esta Sexta-feira, 18 de Dezembro, no Centro Pastoral D. João de Oliveira Matos, em Celorico da Beira.
Nascido há 24 anos, e com mais de 65 centros localizados em países como Brasil, Alemanha, Argentina, México, Paraguai, Rússia, Filipinas, Moçambique, a «Fazenda da Esperança» é uma comunidade católica que visa a recuperação dos mais variados tipos de dependência, através do trabalho, vida comunitária e espiritualidade.
Com o apoio da Diocese da Guarda, da Câmara Municipal de Celorico da Beira, da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre e de particulares, este projecto dá agora os primeiros passos em Portugal, estando prevista a construção da primeira casa de acolhimento no Concelho de Celorico da Beira, revela um comunicado enviado à Agência ECCLESIA pela Diocese.
A apresentação pública deste projecto estará a cargo do Padre Christian Heim, responsável pelas Fazendas da Esperança na Europa. Neste evento, estarão ainda presentes dois voluntários brasileiros que trabalham numa «Fazenda da Esperança» na Alemanha e que irão partilhar a sua experiência.
Em Maio de 2007, no Brasil, Bento XVI visitou a comunidade da Fazenda da Esperança, manifestado o seu “apreço por esta Obra, que tem como alicerce espiritual o carisma de São Francisco e a espiritualidade do Movimento dos Focolares”.
“Mediante uma terapia, que inclui a assistência médica, psicológica e pedagógica, mas também muita oração, trabalho manual e disciplina, são já numerosas as pessoas, sobretudo jovens, que conseguiram livrar-se da dependência química e do álcool e recuperar o sentido da vida”, disse então.
Segunda-feira, 14 de Dezembro de 2009
A fazenda da Esperança em Portugal está a crescer!
Olá amigos
Quando regressamos, os Srs. Padres tiveram um primeiro encontro oficial com o Presidente da câmara de Celorico da Beira, que não só achou o projecto muito louvável como prontamente se disponibilizou para dar todo o apoio, que estiver ao alcance da câmara, para ajudar a nascer em Maçal do Chão a Primeira Fazenda da Esperança em Portugal.
Após esta reunião, realizámos no inicio do corrente mês, uma primeira visita técnica ao terreno de Maçal do Chão, com o arquitecto, o topografo, e o vereador.
Em Outubro o Padre Carlos, Padre Martins e eu tivemos o privilégio de visitar a Fazenda Das Pedrinhas no estado de São Paulo, no Brasil onde tudo começou. Foi sem dúvida uma experiência fantástica.
Nomeadamente disponibilizou os serviços de topografia e de arquitectura da câmara para realizarem o levantamento topográfico e o projecto de arquitectura.
No local mostramos o espaço onde gostaríamos que fosse construída a primeira casa e partilhamos o nosso sonho com eles.
Porém era só um primeiro contacto no terreno. Agora nesta próxima semana teremos um encontro mais alargado…
CURIOSOS?
Bem então é assim de 16 a 21 de Dezembro de 2009
teremos a visita do Padre Christian,
e do André e do Marcel que se recuperaram na Fazenda da Esperança
e hoje são responsáveis de fazendas
e que vêm para nos ajudar a delinear o projecto em Portugal
e para começarem a divulgar a Fazenda.
Pedro Pinho
Segunda-feira, 7 de Dezembro de 2009
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